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Mostrando postagens de Dezembro, 2016

Habita a minha pele.

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Reações bipolares.

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Saindo da consulta com psicólogo: Ele: vai viajar semana que vem? Ela: você devia saber que borders não fazem planos. Ele: e a outra parte? Ela: a outra parte é bipolar.
Riram os dois.

O preço das coisas.

Com o tempo a gente aprende que tudo tem um preço e esse preço não é mensurável como se fosse dinheiro ou bens materiais, não, o preço das nossas atitudes, os pagamos quando, por exemplo, ao decidir tirar a faculdade de direito, desistimos de outra que também seria de grande valia na nossa vida.
Quando temos dois homens apaixonados e temos que escolher um. A hora de ter um filho e abrir mão da liberdade de usufruir os horários tranquilamente. Mas tem uma coisa cujo preço é o mais caro: a liberdade. Digo a liberdade de pensar e ser. A liberdade de nos autorizarmos interiormente a assumir nossas vidas e agir conforme o nosso coração, sem seguir as regras impostas pela sociedade. Quando decido não mais vestir as máscaras sociais e passar até por uma pessoa excêntrica, como me disse a psicóloga, - que sou excêntrica - aí já sei que vou ter que arcar com as consequências de fugir da normalidade. Tenho conversado com ela sobre isso, e foi bom porque entendi que não posso esperar compreensão dos …

Traços de mim.

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Fonte da imagem:https://es.pinterest.com/pin/574842339922062750/
Você usou o cinzel da dor de todos os tempos.
Ela repousava em nossos corpos nus, a dor.
Burilou de tal sorte a tua parte
de dor,
que transmutou em meu corpo cicatrizes indeléveis,
marcas de você em mim.



Jeanne Geyer

Urgências...

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É preciso que sejamos sinceros de novo, ainda uma vez, nem que seja a última.  Antes que eu canse de pendurar teu terno no cabide novo, antes que te esqueças de tirar meu batom e me amar no sofá desbotado da nossa sala de estar.



Jeanne Geyer

Toda tua.

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Eu me expus
toda alma e toda corpo... toda sentimentos e desejos... toda entrega...

mas você não conseguiu suportar minhas surpresas, minhas dores e cores, minhas iguarias...

Sou pérola e você não viu, fascinado pela beleza da concha, Seduzido pela ilusão de ouvir o som do mar...

Eu me fiz bela, e brilhei pensando em você você, minha redenção. Você, o sopro de vida...

no desencontro de nossas almas, a concha se fechou e a escuridão venceu a luz...


Jeanne Geyer

Flor negra.

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As sombras não me definem. A luz me incomoda. Tua ausência é flor negra de cemitério profano.

Tão profano quanto o amor que você me deu.

O amor que chegou rasgando ilusões perdidas e penetrando em meias verdades inconclusas.

Tão sedenta de você estou, que queimo, choro, e sussurro teu nome, na solidão das noites vazias.

Jeanne Geyer

Luz do sol.

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Vivia em preto e branco,
talvez em nuances de cinza. As cores das tintas Reservava para o quadro.
No meio da sala, Esperava o sol para jogar as cores na tela virgem,  e pintar, e se lambuzar de vida...

de tanto esperar,  cansada, caída, jazia no chão quando a luz pela janela entrou...
então, lentamente despertou.
o quadro esperava, imaculado e branco. as mãos tremeram, as tintas escorreram parindo na tela o belo...

o indivisível raio de luz
Em espasmos de prazer, Pela ultima vez gargalhou A alma colorida seguiu o derradeiro raio de sol.

Jeanne Geyer

Frase de Shakespeare.

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Amor atemporal.

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Não façamos uso de palavras para expor nossas almas nuas. Bem sabes que não preciso delas para te ouvir e conhecer.
Peço o teu silêncio para ouvir tua alma, 
o pulsar do teu sangue,
o batimento do teu coração junto ao meu.
Quero te sentir como o fazem os animais,
as narinas trêmulas buscando teu cheiro,
feito os primatas sintonizados na natureza.
Não precisamos de nomes para nos comunicar.
Façamos como no filme Ultimo Tango em Paris,
urrando e gemendo
e sussurrando palavras ininteligíveis
enquanto o amor se faz em nós e nós nos façamos no amor.
Sejamos banda larga, wireless,
vamos dispensar os protocolos,
os fios, os complexos sistemas.
Não, ainda não é o bastante.
Quero-te telepaticamente,
sem intermediários,
sem tempo nem espaço,
planando no infinito das almas
finalmente unidas pelo amor.
Jeanne Geyer

Ártemis fala.

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Simplicidade.

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Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=6236&picture=lirio
A simplicidade de ser é algo bem caro, é um bem inestimável. Conseguir se libertar das armadilhas do ego e dos paradigmas vigentes, nem todos benéficos, todos sabem disto, é tarefa árdua que requer esforço contínuo. Você precisa ser totalmente obsessivo quando resolver optar por Ser simples. Existe uma forte tendência para a atitude de o menos é mais em dias de crise brutal da economia e do ecologicamente correto, essa atitude que te propõe uma vida mais modesta e o desfazer-se de alguns bens materiais. Contudo não é disto que estou falando. Estou propondo a simplicidade de atitudes, de comportamentos e de interações sociais. Que sejamos menos atores de nós mesmos e mais inteiros nas relações. Menos preocupados com o que vão pensar de mim, em contrapartida buscar a verdadeira honestidade de sua alma, por exemplo, no olhar, em uma palavra de conforto, um aperto de mão. Estou propondo você consegui…

Decifra-me.

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Imagem: google
Olha-me, mesmo que seja um fragmentado olhar,
ainda que descubras as partes des-cobertas
de minha alma criança...
Olha-me, amor, na ânsia do encontro...
Tenho tesouros escondidos
nos cantos coloridos de minha alma adulta.
Descubra-me.
Decifra-me.

Jeanne Geyer

Ártemis fala 3.

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Quem acolhe.

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Quem acolhe a dor que se perdeu de si mesma? E se impregna nos becos fétidos onde a vida esqueceu-se de chegar? E dança com os mortos gelados em luzes feéricas qual um filme surreal Não, era um filme de Godard. Não, era uma peça shakespeariana, Com bailarinos nus e pés ligeiros, Esqueceram o texto, os bailarinos. E no final tudo ficou esquecido, Menos a dor perdida. A dor foi acolhida. Virou dor compartilhada. Menos mal.
Menos dor.
Jeanne Geyer

Doce descontrole.

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Entre luzes e sombras, 

inconstante flutua

no limbo da alma 

que se fez pura.

É o amor 

dilacerando estruturas...


Jeanne Geyer


Garrafas ao mar.

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Imagem google.
O solitário lança garrafas ao mar Dá sinais de fumaça Sinais imperceptíveis nunca percebidos Socorro! Ele grita no silêncio raro da mente inquieta O solitário guarda o grito libertador Aquele que libertará montanhas pela neve encoberta E todas as almas que purgam nos esgotos da felicidade alheia O solitário teme o grito libertador O grito que acordará o mais infame dentre todos os indiferente do mundo. O grito que trará alívio provisório Antes que tudo recomece como um pesadelo infindável.

Jeanne Geyer

Poeta Ferreira Gullar morre de pneumonia aos 86 anos no Rio

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Como se não bastasse o pouco dinheiro, a lâmpada fraca,
O perfume ordinário, o amor escasso, as goteiras no inverno.
E as formigas brotando aos milhões negras como golfadas de
dentro da parede (como se aquilo fosse a essência da casa)
E todos buscavam
num sorriso num gesto
nas conversas da esquina
no coito em pé na calçada escura do Quartel
no adultério
no roubo
a decifração do enigma
- Que faço entre coisas?
- De que me defendo?

Trecho do Poema Sujo de Ferreira Gullar.

Fonte: http://www.casadobruxo.com.br/poesia/f/fgullar27.htm


Fonte da imagem: google
Ferreira Gullar: Nascimento: 10 de setembro de 1930
Morte: 4 de dezembro de 2016

Conselhos do Chico 6.

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