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Mostrando postagens de Março, 2017

O borderline no mundo pós moderno.

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O paciente borderline tem uma configuração que se encaixa na pós modernidade, ele se inscreve na pós modernidade, ele é fruto da pós modernidade.
O autor fala exatamente isso entre outras coisas no vídeo, algo que fecha totalmente com o vídeo que fiz no dia 14.02.2017 de uma forma totalmente empírica, veja: 



No vídeo falo apenas sobre a bipolaridade, não quis citar o transtorno borderline para não confundir, mas tenho os dois, e isso se chama comorbidade, uma palavra estranha, mas apenas diz que a pessoa tem mais de uma patologia ao mesmo tempo 😓.

Amar requer coragem.

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As pedras do caminho.

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Fonte da imagem: http://www.publicdomainpictures.net/view-image.phpimage=167941&picture=semi-preciosas-pedras-de-agata
Nas ruas da infância perdida, 

colhia pedras coloridas...


Em diamantes, esmeraldas e rubis,

transmutavam-se as pedras do caminho,

na imaginação da menina...


Luziam ao sol vespertino,

nas ruas de terra clara...


Saudades da minha infância,

dos tesouros que amealhei

colhendo pedras coloridas,

nas ruas onde passei.


Jeanne Geyer

Chutando o balde.

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“Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu...” - Chico Buarque.
Bem, estou chutando baldes, muitos baldes hoje. Tem um limite para a paciência e tem dias que rompem todas as represas duramente construídas para minimante suportar a dureza da vida. Hoje especialmente estou muito incomodada com o projeto de terceirização e a malfadada reforma da previdência.
Que venham os baldes! Muitos baldes!
Jeanne Geyer

Ode à loucura.

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São Francisco, natureza,
Formiguinhas, que beleza,
Entre flores e amores,
Em público despiu-se de pudores...

São Francisco louco sois
São Francisco loucos sóis
Loucos girassóis
Loucos ideais...

No girar do planetinha,
Na viagem estelar,
A mãe terra abrigou
Loucos de todos os tipos,
Loucos e santos,

Loucos santos,
Santos loucos...

Ó malditos! Loucos sois,
Ó benditos! Loucos sóis...

Gira, gira, planetinha azul
Amorosamente abrigas
Humanos de todos os tipos
Em viagens inter-galáxias...
Via Láctea, nave mãe.

No girar constante,
Abrigas o ser mutante,
O louco pós-moderno...

Angelina Jolie,
Lady Di
Cazuza e outros tais
Que ousam,
Vejam só a ironia,
A ousadia,
Ver amor na dor,
Na miséria,
Na apatia dos normais...
E se doam, e se imolam...

O louco pós-moderno, 
Aboliu a castidade...

Ó loucos,
Até onde vocês irão?
Quais limites ainda derrubarão?

Vós sois ilimitados...
Sois sóis...

Loucos Santos,
Santos Loucos...

Jeanne Geyer

O filho imperfeito.

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Ela sempre catou feijão com cuidado. Com a atenção nos grãos, com dedos ágeis separava: esse vai para panela, esse não, esse vai, esse não.  Assim, em pouco tempo, tinha uma panela com belos e perfeitos grãos selecionados, e a um canto, o resto.  Os que sobravam, os imperfeitos,  eram jogados no lixo e tudo estaria pronto. Tudo estaria garantido.
Quando nasceu o filho imperfeito, absurdamente lembrou-se dos feijões jogados no lixo. Esqueceu que a vida não oferece garantias.
Enfrentou a dura realidade de uma sociedade que trata pessoas como grãos de feijão.
Jeanne Geyer

Os estranhos caminhos de uma vida.

Tenho noventa anos e a única coisa que ainda funciona nesse velho corpo é a mente. Fazendo uso de cadeira de rodas há um certo tempo, ainda acesso o meu computador. Tenho pressa, como todos os velhos têm pressa. A morte, ah, a única adversária à minha altura, me espreita desde que nasci, sei lá porque forças da natureza. Meu nome é Pedro e vou te contar minha história. Para ser sincero, nem sei como estou vivo, talvez devido ao meu nome, como dizia minha mãe. Ela me contava, entre outras histórias, que Jesus disse ao apóstolo Pedro: - “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”. Desde criança, porque pequeno sempre fui, achava esta frase bonita, sentia-me importante. Os acontecimentos trágicos que cercaram minha vida estão enovelados na minha mente, que para meu desespero ainda é lúcida. Então fico a pensar por onde começar. Quando queria contar uma traquinagem para mamãe e ficava gaguejando, ela inevitavelmente me dizia, comece pelo início, já com cara brava, pois sabia que…

A criança e o desenho.

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- Pai, olha só o desenho que eu fiz... - Pai?
O som da TV que exibe a novela preferida da mãe é quebrado a intervalos regulares pelo som que o pai provoca ao virar as folhas do jornal.
Do pai o menino só enxerga as mãos.
Jeanne Geyer

Cotidiano.

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E o dia se fez pequeno demais... Já cerrava os olhos em frente à televisão que fingia olhar. O marido ao lado, ausente de si e do mundo, pendia a cabeça, babando no pijama puído pelo tempo que desperdiçou...
Ela resolveu deitar, cansada de mais um dia que não começou...

Jeanne Geyer

Homenagem ás mulheres pelo dia internacional da mulher 8 de março.

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Muitas homenagens elevando a autoestima das mulheres no sentido de que: você pode ser quem quiser, mulheres podem tudo, mulheres estão se empoderando, mulheres ocupam cargos antes só ocupados por homens. Não caia na conversinha da imprensa e algumas pessoas bem intencionadas. Na real mesmo nada é o que parece ser. Nada. Uma mulher sem um homem que é meu caso tem que se impor todos os dias, e conto com a "sorte" de ser branca, hétero e classe média. Aos vinte e poucos anos fui mulher desquitada no interior. Não, ninguém pode imaginar o que significou, ninguém. E era uma princesa infantil e inocente, mas a imaginação popular viu tudo, menos quem eu era de fato, só os que me conheceram passaram a me admirar. Ousei ser eu mesma antes de conhecer o feminismo. Ousei assumir a minha bipolaridade. Criei dois filhos sozinha por motivos que não cabe explicar. Não sei se me julgam, e não me importa saber, porque sempre me banquei, e isso me custou caro. Abri mão de fazer um papel social em no…

Cor de arco-íris no ar - Ou captando luzes no entardecer.

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Quando eu morava no apartamento com sacada, e à tardinha tinha uma luz diferente, meio alaranjada, eu corria para a sacada porque era certo ter um arco-íris. Não me pergunte o motivo que nem eu sei, mas tinha.
Ontem fui surpreendida pela luminosidade diferente. Veja:


Não sei se dá pra perceber a diferença da luz interna e a externa. Agora observe:

Só pra vocês entenderem melhor, o muro que aparece não tem essa cor alaranjada, ele é amarelinho claro, meio beje. E as venezianas não são azuis.
Agora a última e mais encantadora imagem:

Aqui dá pra ver claramente o prédio ao lado totalmente alaranjado e as bordas das árvores em azul, sendo que o vidro da parte coberta da entrada também está azulado e na realidade é incolor.

Jogos de luzes feéricos ao entardecer. Coisa pouca, mas achei legal deixar pra vocês.  😍


Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre.
Albert Einstein.
E você, qual maneira de viver …

RE-viver é bom.

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Hoje fui olhar o vídeo anterior e percebi conclusões que hoje já acho que mudaram, por isso resolvi fazer outro vídeo.
Durante a conversa que não escrevo nem leio, vou falando na hora, falei de novo na bipolaridade e o mundo moderno, como a rapidez e o ritmo acelerado da vida podem nos afetar.
No vídeo abordo também a questão da internet e as relações modernas.
Amigos, não tenho a pretensão de resolver problemas de ninguém, e quem quiser informações científicas sobre a bipolaridade consulte:

ABRATA

de frente com gabi entrevista Dra Doris Moreno

Tem ainda o livro Temperamento Forte e Bipolaridade do Dr. Diogo Lara.
É o que tenho de sério e científico para indicar para vocês que são portadores da bipolaridade, ou têm algum familiar.
E sempre lembrando, qualquer pessoa que tem o transtorno pode trabalhar e ter vida normal desde que tome medicamentos e faça terapia.